A SOCIEDADE: O DETERMINISMO
TECNOLOGICO E O RECALQUE DAS MASSAS
Por Salo Yakir, Israel, Setembro 2009
TECNOLOGICO E O RECALQUE DAS MASSAS
Por Salo Yakir, Israel, Setembro 2009
Nas linhas iniciais de seu livro "A Luta pelo Direito" (Der Kampf ums Recht, 1872), publicado ha' mais de 130 anos, o jurista alemão Rudolf Von Jhering sustenta: "A paz e' o fim que o Direito tem em vista, a luta e' o meio de que se serve para o conseguir. Por mais que o Direito esteja ameaçado pelos ataques da injustiça e pelas artimanhas sub-repticias dos inescrupulosos - e assim acontecera' enquanto o mundo for mundo - nunca ele podera' subtrair-se `a violencia da luta. A vida do Direito e' uma luta que por vezes transcende as barras dos tribunais: luta dos povos, do Estado, das classes, dos individuos. Todos os direitos da humanidade foram conquistados na luta; todas as regras importantes do Direito devem ter sido, na sua origem, arrancadas `aqueles que a elas se opunham, e todo o direito, direito de um povo ou direito de um cidadão, faz presumir que se esteja decidido a mante-lo com firmeza.
O Direito não e' uma pura teoria, mas uma força viva.
Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança em que pesa o Direito, e na outra a espada que serve para o defender. A espada sem a balança e' a força bruta; a balança sem a espada e' a impotencia do Direito. Uma não pode avançar sem a outra, nem havera' ordem juridica perfeita sem que a energia com que a justiça aplica a espada seja igual `a habilidade com que maneja a balança.
O Direito e' um trabalho incessante, não somente dos poderes publicos mas ainda de uma nação inteira.
A vida completa do Direito, considerada no seu conjunto, apresenta `a nossa vista o mesmo espetaculo da luta do trabalho sem treguas de uma nação que nos patenteia a atividade dos povos na posse plena da produção economica e intelectual. Cada particular obrigado a sustentar o seu direito toma a sua parte neste trabalho nacional e leva a sua contribuição ao fortalecimento da ideia do direito sobre a terra. Esta necessidade, sem duvida, não se impõe a todos na mesma medida. A vida de milhares de individuos decorre tranquilamente e sem obstaculos pelas vias regulares do direito; e se lhes dissessemos: 'o Direito e' uma luta' - eles não nos compreenderiam porque não o conhecem, senão como estado de paz e ordem. Sob o ponto de vista de sua experiencia pessoal tem eles incontestavelmente toda a razão, do mesmo modo que o herdeiro rico, o qual, sem custo, viu cair nas suas mãos o fruto do trabalho de outrem, quando nega que a propriedade seja o trabalho. Tanto a ilusão de um como de outro provem de que as duas faces que a propriedade e o Direito apresentam podem, subjetivamente, ser reparadas de forma a conferir a um o prazer e a paz e a outro o trabalho e a luta." (*)
Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança em que pesa o Direito, e na outra a espada que serve para o defender. A espada sem a balança e' a força bruta; a balança sem a espada e' a impotencia do Direito. Uma não pode avançar sem a outra, nem havera' ordem juridica perfeita sem que a energia com que a justiça aplica a espada seja igual `a habilidade com que maneja a balança.
O Direito e' um trabalho incessante, não somente dos poderes publicos mas ainda de uma nação inteira.
A vida completa do Direito, considerada no seu conjunto, apresenta `a nossa vista o mesmo espetaculo da luta do trabalho sem treguas de uma nação que nos patenteia a atividade dos povos na posse plena da produção economica e intelectual. Cada particular obrigado a sustentar o seu direito toma a sua parte neste trabalho nacional e leva a sua contribuição ao fortalecimento da ideia do direito sobre a terra. Esta necessidade, sem duvida, não se impõe a todos na mesma medida. A vida de milhares de individuos decorre tranquilamente e sem obstaculos pelas vias regulares do direito; e se lhes dissessemos: 'o Direito e' uma luta' - eles não nos compreenderiam porque não o conhecem, senão como estado de paz e ordem. Sob o ponto de vista de sua experiencia pessoal tem eles incontestavelmente toda a razão, do mesmo modo que o herdeiro rico, o qual, sem custo, viu cair nas suas mãos o fruto do trabalho de outrem, quando nega que a propriedade seja o trabalho. Tanto a ilusão de um como de outro provem de que as duas faces que a propriedade e o Direito apresentam podem, subjetivamente, ser reparadas de forma a conferir a um o prazer e a paz e a outro o trabalho e a luta." (*)
(*) Dentro do contexto:
Kant :- "Aquele que anda de rastos como um verme nunca devera' queixar-se de que foi pisoteado sem piedade" - " Não deixes impunemente calcar o vosso direito aos pes de outrem"
Shmiede: - "Que seja indiferente a teus olhos que o objeto do litigio seja um centimo ou cem francos"
Goethe:- "So' deve merecer a liberdade e a vida quem para as conservar luta constantemente"
F.Octaviano: - "Quem passou pela vida em branca nuvem e não sofreu o vento da desgraça... Quem não sofreu a desilusão de um amor perdido ou deixou de lutar por seus direitos com cabeça erguida; Quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem não foi homem, so' passou pela vida... não viveu! "
OS SETE PECADOS CAPITAIS DO DETERMINISMO TECNOLOGICO
É incontestável a contribuição que os avanços tecnológicos tiveram na construção da sociedade pós-moderna, mas é completamente contraditória em todos os sentidos porque não são todas as pessoas que podem desfrutar de tais tecnologias. Apenas uma minoria burguesa está apta a usar tais benefícios tecnológicos, exibindo de todas as maneiras possíveis suas conquistas capitalistas sobre a sociedade massificada, transformando-se em um exibicionismo que extrai dos seres humanos os sete pecados capitais, não como uma conotação religiosa, mas sim como forma de perceber com mais clareza os fatores que os influenciam: a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a preguiça e a luxúria.
O primeiro pecado capital é a ira que vem se insinuando na sociedade moderna a partir de meados do sec.XIX, quando a revolução industrial que então despontava gradativamente na Europa beneficiava os proprietários burgueses aumentando seus lucros e desvalorizando o trabalho braçal do proletariado. Uma das consequencias faria imperar uma falsa liberdade de expressão e, consequentemente, o direito à informação, porque até então a ela não existia acesso para cerca de centenas de milhoes de cidadãos, mesmo que mascarada. É neste ponto que o capitalismo se aproveita para construir um modelo padrão de informação, com o intuito de alienar e trazer a irracionalidade para as massas através do consumo de jornais e futuramente rádio e TV. Com isto ocorreu um crescimento da desigualdade social por conta das elites burguesas usufruírem de todos os avanços tecnológicos possíveis, enquanto o proletariado amargava uma realidade pobre e desiludida do futuro. Pois a implantação do capitalismo na Europa, USA e outros paises causou uma divisão tecnológica, a prova disso é a forma como o sistema de saúde, de educação, de habitação, da economia etc., é posto para burgueses e proletariados.
O segundo é a gula intelectual que é entregue a uma minoria de jovens burgueses, eles dispõe de escolas particulares com professores qualificados e de uma gama de ferramentas, tais como bibliotecas, computadores e a internet que os possibilita expandir seus conhecimentos. Para as massas e seus jovens marginalizados a educação sempre foi limitada e precária. Atualmente o papo da vez é a inclusão digital de um modelo de integração social e cultural voltados para sociedade, que está resultando em um padrão unificado de qualidade de imagens.
A inveja vem em terceiro e é justamente graças aos meios de comunicação e suas linhas editorias, que só visam os interesses dos donos das empresas. A exploração do grotesco e das noticias factuais introduzem o senso comum, limitando as pessoas ao comodismo da informação e condicionando-as a uma “verdade absoluta”. Além de ter no consumo das publicidades e suas produções inimagináveis que acabam estimulando nas massas o desgosto e o desejo pelos bens do outro, através da dificuldade de admirar o semelhante e do sentimento de injustiça. Tal estímulo é fortalecido pelo dito popular “Ele é mais do que eu, também quero”, mostrado por alguns programas televisivos que escondem sua verdadeira ideologia educativa e cultural, nos horários mais impróprios para o raciocínio, que são às quatro horas da madrugada, mais apropriados ao descanso e ao sono; ou seja, esse estímulo sendo acionado em uma sociedade completamente desigual financeiramente, culminando em um aumento dos furtos e violencia à classe dominante, como forma de satisfação do desejo de posse.
Como fato constatado, sobressai o orgulho dos nossos governantes e da classe burguesa, que alimenta a ira das massas pelo sistema econômico-social vigente. A sensação de que "Eu sou melhor que os outros", por algum motivo é condenada, e, ao mesmo tempo, aceita pela maioria das massas, enfeitiçada pelo modelo de vida neoliberal. As elites adoram se exibir e mostrar seus equipamentos tecnológicos, que custaram uma nota preta, tais como: mansões, carros de luxo e altamente equipados, sem falar da imunidade para com o cumprimento da lei e deveres. Enquanto o pobre vive em condições desumanas e se abriga num barraco, lembrando que é tudo muito simples, usa os mais variados meios de transportes para se locomover, desde ônibus a jumento, se alimenta quando pode, aceita a imposição social estabelecida pelo capitalismo e acaba acreditando que todo homem de terno é advogado e que todo homem roupa branca, em um carrão de luxo é doutor e, se for um carro popular, é escroque, geralmente intitulados pela lei de marginais, delinqüentes, vagabundos e desocupados.
A centralização do poder e capital pelos burgueses, traz a avareza mostrando como se encontra a administração do sistema de saúde no Brasil e em diversos paises do terceiro mundo pelos governantes eleitos pelo povo (ou nao...) e que morrem de medo de perder o status social que possuem, defendendo com todas as armas a sua posição. O rico sempre dispõe de plano de saúde ultra, hiper, mega, big; que dá direito a hospital próprio, estacionamento, equipamentos de última geração, ambulância 24h, consulta marcada pelo telefone, instalações climatizadas e quarto individual ou uma enfermaria com limites de vagas. Já o pobre tem que se submeter aos pronto-socorros superlotados; e quando estão funcionando, suas instalações geralmente estão mofadas, úmidas, sujas, favorecendo a propagação de infecção hospitalar, não possuem médicos de plantão e a maior parte do dia seu efetivo é só de enfermeiros. Se depois disso tudo ele não conseguir ser atendido, terá que ir para o pronto-socorro e deparar-se com outra superlotação, encontrar uma vaga nos quartos é o bicho, então fica desalentado no corredor, os médicos em sua grande maioria são residentes, estudantes de enfermagem, trabalhando com excesso de horas e sem recursos, tanto financeiros como material. E enquanto isso, o pobre já morreu lá atrás no corredor. Um sistema falido que mostra toda a incompetência dos responsáveis por sua manutenção e lembrando que se o sistema de saúde funcionasse corretamente, não existiria hospital particular e nem planos de saúde.
O penúltimo, completa aniversário toda segunda-feira do ano, graças aos meios de comunicação: a preguiça, que simboliza a negligência e a aversão ao trabalho. Foi justamente com este intuito que o modelo da pirâmide invertida foi implantado na imprensa pós-moderna, obrigando o jornalista a seguir um padrão, um esquema de perfeição da notícia de forma a induzir o receptor em não exercer nenhuma reação reflexiva a respeito das informações publicadas. Com isto, a sociedade, que já é carente de senso crítico, segue a crença básica da preguiça que é "Não necessito aprender nada", levando-a A um movimento freador das idéias e ações dentro das organizações, que no cotidiano é traduzido pelo "deixa para depois".
A última é um dos principais ícones da atualidade, a luxúria, que através do crescimento da internet e sua popularização entre pessoas de todo o mundo, causou uma impulsividade desenfreada, uma fixação pelo prazer e pelo excesso sexual. Será que Freud estava mesmo certo sobre a sua teoria na qual o ser humano só pensa em sexo? Os valores culturais desapareceram principalmente da música, perdendo a tonalidade crítica que continha a essência da arte em suas letras, muito bem escritas por compositores que marcaram epoca principalmente nos anos cinquenta e sessenta, dando em seu lugar espaço para a vulgaridade depravada dos ritmos assimetricos, impregnados de narco-bebedeira e sexo. Tais vulgaridades são diariamente servidas `as massas pelas rádios e por video clips na TV, buscando somente entretê-las e aliená-las.
É por conta destes pecados que inclusive a sociedade brasileira vem diariamente se desgastando com toda esta desigualdade social e, ao mesmo tempo, se auto-flagelando, ao utilizar as próprias ferramentas oferecidas pelo capitalismo para a sua disseminação. O determinismo tecnológico se alimenta destes pecados para solidificar a base estrutural do capitalismo, impondo e imaginando que durará para sempre tal sistema de dominação. [transcrito e adaptado da Internet por Salo Yakir - Autor: Raoul Duke ]
OS PILARES CENTRAIS DA SOCIEDADE
Como todos os demais cidadãos que participam diariamente do drama da existencia humana, não posso furtar-me em captar e procurar entender, no perimetro do meu discernimento, os fenomenos sociais que fluem ininterruptamente e, de uma ou outra forma, nos afetam profundamente no cotidiano. Estas informações nos chegam tambem atraves da imprensa falada, escrita e televisiva; assim como por meio da Internet e da literatura. Por meio destas informações, torna-se transparente a pessoas letradas e esclarecidas, que o mundo e' um imenso tabuleiro, desproporcionalmente dividido e instavel em todas as questões que dizem respeito `a sobrevivencia e aos direitos humanos basicos.
Sob o ponto de vista simplista que adotei, deve-se observar que a simplicidade ocorre tanto em virtude de limitações, como devido ao genio que caracteriza inumeras figuras nas diversas areas de atuação profissional. Nas anotações que se seguem, trata-se, evidentemente, do primeiro caso.
Longe de considerar-me um antropologo, historiador ou pesquisador social, ao contrario, um leigo e observador da natureza humana, o meu proposito e' trazer aos meus amigos correspondentes alguns topicos que afetam a sociedade, os quais, pela sua complexa natureza, os tornam altamente controversos. Quem ousaria arriscar uma definição abrangente sobre quais seriam os sustentaculos centrais da sociedade? Arrisquei faze-lo pois, como outras inumeras pessoas inconformadas, considero-me um curioso e impertinente observador. Escolhi, pois, cinco topicos. Outros teriam escolhido oito, ou seis, ou mais, ou menos. E assim o fazendo, reconheço que o assunto mereceria uma analise muitissimo mais profunda, mas isso esta' distante anos luz da minha despretensiosa intenção. Varios filosofos das antigas Roma, Grecia, França, Inglaterra e outros paises mais formularam teorias a respeito e muitos o fizeram nos tempos modernos e contemporaneos, pois topico transcendental como esse e' imperativo que receba profunda atenção dos estudiosos. Talvez algum dia eu examine, com a seriedade de um trabalho academico, varias das duvidas aqui esboçadas e que me causam constante inquietação.
Do filósofo francés René Descartes, temos uma citação de profundidade existencial que nao pode deixar de despertar os pensamentos positivos pertinentes aos fenomenos vivenciais comuns a todos os homens: "penso, logo existo". Pensar e' racional, existir e' funcional. Pensando e existindo, o homem e' capaz de transformar o mundo num lugar melhor, porem o rumo calculista de seus instintos e de suas atividades politico-sociais ainda estão longe de harmonizar-se neste nosso deslumbrante e sofrido planeta.
O CIDADÃO
A LIBERDADE
AS CIENCIAS GERAIS
OS SISTEMAS POLITICOS
AS RELIGIÕES
O CIDADÃO
Quem seria o verdadeiro responsavel pelos valores morais e sociais que regem o mundo, senão o proprio homem; o "homo sapiens", o cidadão comum, este bipede mortal que desde tempos imemoriais tem decidido os destinos do nosso planeta? Não e' ele que tem cometido barbaridades, provocando guerras e destruições, injustiças e ignominias sem fim desde tempos imemoriais? Carnivoro, sedento de vingança, desbravador, conquistador, impetuoso, vingativo e profundamente ambicioso, presenciou o "fluxo natural da vida" atraves dos seculos, ao meio de banhos de sangue, devastações, apropriações indebitas, invasões, carnificinas, em cujo processo prevaleceu e continua prevalecendo o controle do inteligente sobre o limitado, do forte sobre o fraco, do esperto sobre o ingenuo, do delinquente sobre as leis instituidas.
Mesmo as proezas e os projetos cientifico-tecnologicos da maior envergadura foram alcançados em detrimento da vida de milhões. Basta adentrar os capitulos da Historia Universal para constatar, de um lado, fatos notaveis, e, de outro, capitulos dos mais execraveis. Tudo em nome do progresso e da ganancia pelo lucro ilimitado.
A LIBERDADE
A liberdade, senão a mais natural e inerente caracteristica do homem, e' uma das principais propriedades que propulcionam a criatividades obre a face da Terra. Sem a liberdade, os povos passariam a ser escravos do poder totalitario, sem meios de garantir, fisica e espiritualmente, as condições de subsistencia e progresso no contexto da concorrencia material e intelectual. Remontando `a Era das Cavernas, o homem de então ja' conhecia a liberdade plena de ir e vir a seu bel-prazer, apesar de sua tendencia grupal nata, quer por motivos de procriação da especie, quer por necessidades de sobrevivencia. Sucederam-se entre os povos conquistas e dominações, gerando a escravatura instituida que somente no Sec. XIX viria a ser banida. A partir de então temos infelizmente presenciado em varias partes do mundo a escravatura velada e a imposição compulsoria de trabalho `as classes ignorantes e desprovidas de proteção social adequada.
O conceito de liberdade e' deveras contraditorio e por si so', quando empregada no sentido amplo e objetivo, não regula a ordem estrutural da sociedade. Quem faz uso dela em prejuizo do semelhante a esta' violando e deve ser punido. Pensar que a liberdade pode causar serios danos, deveria nos tornar menos gananciosos e mais equilibrados. Assim e' que aquele que fracassa economicamente falando, não so' perde a sua liberdade material, mas antes de tudo ve a sua energia interior esvaiar-se, assim como a perda de sua liberdade de fato, pois esta torna-se - pelo menos temporariamente - bloqueada diante dos desafios da existencia realista. Outra séria violação da liberdade e' o emprego de assalariados em condições exploratorias, precarias e sob remuneração insuficiente; e aqui cabe ter em mente o importante dito do eminente parlamentar americano John Locke: “Onde a lei acaba começa a tirania”.
AS CIENCIAS GERAIS
Todas as Ciencias formam duas frentes transcendentais na sobrevivencia e destruição do nosso planeta. De um lado os fabulosos beneficios das descobertas medicas, biologicas, bionutrientes e teconologicas em geral e de outro a utilização destas mesmas descobertas como faca de dois gumes no desencadeamento de violencias, matança de milhoes de pessoas, devastação, poluição, contaminação ambiental, industrialização desenfreada, processamento de produtos danosos `a saude publica; etc.
Concentradas baixo pesados orcamentos, todos os ramos da Ciencia funcionam no mesmo estilo padrão que envolve a corrida industrializante sem treguas, e nem sempre o produto final e' posto `a disposição do grande publico, pois, quando dispendioso, torna-se o privilegio dos mais abastados. Os ramos alimenticio e medicinal são os mais implacaveis neste caso, com a agravante do mercado clandestino de artigos falsificados, que reclamam a vida de milhares de pessoas a cada ano, onde as criancas são as maiores vitimas.
"São tão simples os homens e obedecem tanto às necessidades presentes, que quem engana encontrará sempre alguém que se deixa enganar." (Machiavelli).
AS CIENCIAS POLITICAS
Teoricamente, as Ciencias Politicas ocupam um dos papeis mais fascinantes e delas pode-se aprender que as grandes teorias legisladas pelos Senados das antigas Grecia e Roma, dirigidas `a administração pratica das necessidades, direitos e deveres publicos, atravessaram um arduo caminho de batalhas intelectuais e de detenção pelo poder, quer pela força, quer democraticamente, incluindo a Era Contemporanea na qual vivemos. Podemos observar que em comparação com os grandes estadistas do passado, poucas figuras realmente de peso e projeção preenchem as fileiras dos governos internacionais da atualidade.
A historia recente nos ensina que o sistema socialista da antiga União Sovietica e a maioria de seus satelites, sossobrou em virtude da falta de flexibilidade e da incompetencia emanadas pelo poder comunista centralizado.
O socialismo humanista, que continua atuante no Sec.XXI em alguns paises, notadamente em Israel ("kibbutz", comunidade de cooperativismo coletivo), e' um dos melhores exemplos de subsistencia destituida dos excessos materialistas do capitalismo e baseada na liberdade não encontrada no comunismo. Todavia, a China, a Coreia do Norte e Cuba entre outros, ainda mantem regimes socialistas totalitarios que pretendem dar ao povo condições de igualdade; porem na pratica causam mais infortunios do que bem-estar nos padrões de vida da população. Ha' tambem as monarquias islamicas, que estão longe de preencher os requisitos sociais de seus suditos, mantendo oligarquias nababescas e leis sadistas, inferiorizando e recalcando a mulher, antes de tudo.
O sistema capitalista, por sua vez, sempre sofreu de imperfeições estruturais que concederam privilegios e vantagens para aqueles que pelos meios os mais tortuosos souberam se impor, quer ou não sob a proteção das esferas governamentais, para acumular riquezas e ganhar projeção nos meios sociais, politicos e religiosos. O simples fato da existencia deste fenomeno põe em risco a subsistencia do sistema, pois a criminalidade e a desonestidade tendem a crescer de forma assustadora nas grandes cidades e nas principais capitais. As camadas da baixa sociedade, o proletariado ou a PLEBE, como queiram, sempre se viram `as beiras da miseria e assim parece ser o futuro de milhões de desfavorecidos e desempregados, quer nos USA, na America Latina, Europa e demais continentes, em especial na Asia e Africa.
Os politicos são democraticamente eleitos pelo povo e em beneficio dele devem regulamentar as leis devotadas ao seu bem estar e progresso. Na lingua Portuguesa, o duplo sentido do possessivo "seu" parece ter caido bem. No Brasil, pelo menos, e tambem na America do Sul, os fatos confirmam que vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e os escalões da presidencia, incluindo a propria, malversam astuciosamente a regulamentação economico-administrativa para zelar antes de tudo pelo "seu" progresso e desenvolvimento.
O filosofo frances, Joseph De Maistre(1753-1821), teve a clarevidencia de afirmar que "cada povo tem o governo que merece". Essa frase sucinta estabelece o que na pratica e' o inicio, meio e fim de uma nação. O direito de voto com que a liberdade previlegia o cidadão num sistema democratico, ao escolher os seus governantes, sela os destinos deste mesmo cidadão, seu progresso e esperanças, para o bem ou para o mal.
AS RELIGIÕES
Como teria surgido o universo, e as galaxias, os astros, planetas e as estrelas nele contido? O universo e' de uma vastidão tal, que para o limitado cerebro do ser humano se torna praticamente impossivel estabelecer com exatidão uma resposta cientifica convincente. Nos primordios evolutivos das especies, o que o homem primitivo podia observar no firmamento era um circulo imensamente luminoso que irradiava luz e calor durante o dia, o Sol, e uma outra esfera que surgia com o escurecer, parecendo de tamanho maior, dada a sua proximidade, emanando uma claridade branco-azulada, a Lua. Os demais pontos luminosos no ceu tambem o intrigavam, mas estes viriam a ter significado e interpretação popular com o decorrer dos tempos e com a introdução da astrologia empirica.
De todos os elementos, o homem primitivo fixou-se no sol, na lua e nos fenomenos naturais atemorizantes para erguer aos ceus oferendas de todas as especies, pretendendo com isso aplacar as colossais e desconhecidas forças que o amedrontavam. Com o passar dos seculos, o homem alcançou o estagio que viria a originar as varias religiões, com o aparecimento das seitas pagãs, feitiçarias e a adoração de idolos e estatuas, assim como cerimonias publicas de oferendas de animais e mesmo o sacrificio de virgens em altares fumegantes. A evolução das religiões e o conceito de Deus como figura onipotente e' um vasto capitulo existencial que merece por si so' uma analise detalhada; basta concluir que durante toda a sua vida, o homem apegou-se a uma ou outra religião, assim como a certas seitas criadas a partir do sobrenatural, bruxarias, espiritismo, etc. Tanto as religiões como as seitas são reminescencias das tentativas do homem de aplacar o temor sobre ele gerado pelas forças naturais e encontrar uma resposta plausivel ao profundo desconhecimento dos fenomenos do universo e da natureza.
"Ao descobrir que nenhuma religião está baseada em fatos e não pode ser verdadeira, eu comecei a refletir qual deve ser a condição da humanidade treinada desde a infância para acreditar em erros." [Robert Owen].
Algumas referencias gerais a "Pilares" (desassociadas do texto acima)
"Os Pilares da Terra" (The Pilars of the Heart - Ken Follett, 1989) encerra uma novela epica cujo fio condutor e' a historia da construção de uma catedral gótica em Kingsbridge, Inglaterra, no século XII. O livro expõe com maestria uma trama repleta de ambição, busca pelo poder e guerras e um desfecho romantico inesperado, que da' ao teor literario uma pincelada de otimismo, apontando que, afinal, nem tudo no mundo esta' perdido.
Da autoria de Thomas Edwards Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arabia, "Os Sete Pilares da Sabedoria" (The Seven Pillars of Wisdom, 1922) descreve a revolta na Arábia contra os turcos durante a 1a. Guerra Mundial, vista pelo prisma do proprio autor, que nela tomou parte. No que seria aparentemente uma simples crônica militar, Lawrence teceu um painel inusitado de retratos, descrições, filosofias, emoções, aventuras e sonhos.
No Antigo Testamento da Biblia, Livro dos Juizes, Cap. 13 a 16, encontra-se a descrição da odisseia de Sansão e Dalila, que culmina com a ultima atraiçoando o heroi israelita, fazendo-o cair prisioneiro dos Filisteus, apos revelar que a fantastica força de Sansão residia em seus cabelos. Levado para um templo pagão, Sansão consegue reunir novas forças e faz o enorme edificio sossobrar, apos deslocar com as mãos nuas os pilares centrais do templo.
O socialismo humanista, que continua atuante no Sec.XXI em alguns paises, notadamente em Israel ("kibbutz", comunidade de cooperativismo coletivo), e' um dos melhores exemplos de subsistencia destituida dos excessos materialistas do capitalismo e baseada na liberdade não encontrada no comunismo. Todavia, a China, a Coreia do Norte e Cuba entre outros, ainda mantem regimes socialistas totalitarios que pretendem dar ao povo condições de igualdade; porem na pratica causam mais infortunios do que bem-estar nos padrões de vida da população. Ha' tambem as monarquias islamicas, que estão longe de preencher os requisitos sociais de seus suditos, mantendo oligarquias nababescas e leis sadistas, inferiorizando e recalcando a mulher, antes de tudo.
O sistema capitalista, por sua vez, sempre sofreu de imperfeições estruturais que concederam privilegios e vantagens para aqueles que pelos meios os mais tortuosos souberam se impor, quer ou não sob a proteção das esferas governamentais, para acumular riquezas e ganhar projeção nos meios sociais, politicos e religiosos. O simples fato da existencia deste fenomeno põe em risco a subsistencia do sistema, pois a criminalidade e a desonestidade tendem a crescer de forma assustadora nas grandes cidades e nas principais capitais. As camadas da baixa sociedade, o proletariado ou a PLEBE, como queiram, sempre se viram `as beiras da miseria e assim parece ser o futuro de milhões de desfavorecidos e desempregados, quer nos USA, na America Latina, Europa e demais continentes, em especial na Asia e Africa.
Os politicos são democraticamente eleitos pelo povo e em beneficio dele devem regulamentar as leis devotadas ao seu bem estar e progresso. Na lingua Portuguesa, o duplo sentido do possessivo "seu" parece ter caido bem. No Brasil, pelo menos, e tambem na America do Sul, os fatos confirmam que vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e os escalões da presidencia, incluindo a propria, malversam astuciosamente a regulamentação economico-administrativa para zelar antes de tudo pelo "seu" progresso e desenvolvimento.
O filosofo frances, Joseph De Maistre(1753-1821), teve a clarevidencia de afirmar que "cada povo tem o governo que merece". Essa frase sucinta estabelece o que na pratica e' o inicio, meio e fim de uma nação. O direito de voto com que a liberdade previlegia o cidadão num sistema democratico, ao escolher os seus governantes, sela os destinos deste mesmo cidadão, seu progresso e esperanças, para o bem ou para o mal.
AS RELIGIÕES
Como teria surgido o universo, e as galaxias, os astros, planetas e as estrelas nele contido? O universo e' de uma vastidão tal, que para o limitado cerebro do ser humano se torna praticamente impossivel estabelecer com exatidão uma resposta cientifica convincente. Nos primordios evolutivos das especies, o que o homem primitivo podia observar no firmamento era um circulo imensamente luminoso que irradiava luz e calor durante o dia, o Sol, e uma outra esfera que surgia com o escurecer, parecendo de tamanho maior, dada a sua proximidade, emanando uma claridade branco-azulada, a Lua. Os demais pontos luminosos no ceu tambem o intrigavam, mas estes viriam a ter significado e interpretação popular com o decorrer dos tempos e com a introdução da astrologia empirica.
De todos os elementos, o homem primitivo fixou-se no sol, na lua e nos fenomenos naturais atemorizantes para erguer aos ceus oferendas de todas as especies, pretendendo com isso aplacar as colossais e desconhecidas forças que o amedrontavam. Com o passar dos seculos, o homem alcançou o estagio que viria a originar as varias religiões, com o aparecimento das seitas pagãs, feitiçarias e a adoração de idolos e estatuas, assim como cerimonias publicas de oferendas de animais e mesmo o sacrificio de virgens em altares fumegantes. A evolução das religiões e o conceito de Deus como figura onipotente e' um vasto capitulo existencial que merece por si so' uma analise detalhada; basta concluir que durante toda a sua vida, o homem apegou-se a uma ou outra religião, assim como a certas seitas criadas a partir do sobrenatural, bruxarias, espiritismo, etc. Tanto as religiões como as seitas são reminescencias das tentativas do homem de aplacar o temor sobre ele gerado pelas forças naturais e encontrar uma resposta plausivel ao profundo desconhecimento dos fenomenos do universo e da natureza.
"Ao descobrir que nenhuma religião está baseada em fatos e não pode ser verdadeira, eu comecei a refletir qual deve ser a condição da humanidade treinada desde a infância para acreditar em erros." [Robert Owen].
Algumas referencias gerais a "Pilares" (desassociadas do texto acima)
"Os Pilares da Terra" (The Pilars of the Heart - Ken Follett, 1989) encerra uma novela epica cujo fio condutor e' a historia da construção de uma catedral gótica em Kingsbridge, Inglaterra, no século XII. O livro expõe com maestria uma trama repleta de ambição, busca pelo poder e guerras e um desfecho romantico inesperado, que da' ao teor literario uma pincelada de otimismo, apontando que, afinal, nem tudo no mundo esta' perdido.
Da autoria de Thomas Edwards Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arabia, "Os Sete Pilares da Sabedoria" (The Seven Pillars of Wisdom, 1922) descreve a revolta na Arábia contra os turcos durante a 1a. Guerra Mundial, vista pelo prisma do proprio autor, que nela tomou parte. No que seria aparentemente uma simples crônica militar, Lawrence teceu um painel inusitado de retratos, descrições, filosofias, emoções, aventuras e sonhos.
No Antigo Testamento da Biblia, Livro dos Juizes, Cap. 13 a 16, encontra-se a descrição da odisseia de Sansão e Dalila, que culmina com a ultima atraiçoando o heroi israelita, fazendo-o cair prisioneiro dos Filisteus, apos revelar que a fantastica força de Sansão residia em seus cabelos. Levado para um templo pagão, Sansão consegue reunir novas forças e faz o enorme edificio sossobrar, apos deslocar com as mãos nuas os pilares centrais do templo.
E' a queda dos pilares e por consequencia de todo o templo, que leva o heroi `a morte, provocando, de acordo com a historia, a batalha que derrotaria os Filisteus.
Os pilares de Hercules, antigo nome mitologico de dois promontorios delimitando a passagem ocidental do Estreito de Gibraltar. Esses pilares são conhecidos como ligados a Gibraltar na Europa e com o Monte Acha localizado em Ceuta na Africa. "Jebel Musa" (Oeste de Ceuta) e' tambem conhecida como um dos pilares, que vem a receber a denominação de "Portais de Hercules".
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do autor responsavel pelo presente Blog.
Salo Yakir, saloyakir@gmail.com
Os pilares de Hercules, antigo nome mitologico de dois promontorios delimitando a passagem ocidental do Estreito de Gibraltar. Esses pilares são conhecidos como ligados a Gibraltar na Europa e com o Monte Acha localizado em Ceuta na Africa. "Jebel Musa" (Oeste de Ceuta) e' tambem conhecida como um dos pilares, que vem a receber a denominação de "Portais de Hercules".
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